Confira a entrevista completa de Ivete Sangalo para a Revista QUEM

 
Entre um compromisso e outro, na terça-feira (12), em Salvador, Ivete Sangaloliga para casa. Pergunta se o filho, Marcelo, de 1 ano e 9 meses, comeu tudo e se “já fez popom”. “Ah, quando faz o popom é a realização da mamãe! Quer dizer que almoçou e que o intestino está funcionando direitinho”, explica a cantora, cheia de orgulho, em entrevista exclusiva a QUEM. A cena, ocorrida entre sua participação em uma ação promocional para a companhia aérea TAM e a gravação de um programa de TV, parece resumir a nova fase da cantora de 39 anos. Os compromissos de Ivete são marcados para que ela fique o menor tempo possível longe de casa. E, quando não está por perto, fica sabendo de tudo o que acontece pelo telefone. “Tenho a sorte de poder fazer isso”, diz ela.
Mesmo com a correria de sua agenda, Ivete faz questão de ela própria também comer direito: almoça um prato de comida japonesa e foge de sobremesas calóricas. “Não vou relaxar agora, que estou entrando em uma calça 40”, brinca, ao recusar um doce. Na entrevista, a cantora afirma que voltou ao peso que tinha antes de engravidar e avisa que fará uma cerimônia na igreja para celebrar a união com o marido, Daniel Cady. “Aí, vai ser festa mesmo! Daniel não me escapa do casamento na igreja!”, diz Ivete, que se casou legalmente com o nutricionista em maio, numa cerimônia íntima, celebrada em seu apartamento. A seguir, ela fala ainda da dor de quando sofreu um aborto espontâneo, em 2008, com seis semanas de gestação, e da importância do padre Marcelo Rossi para ajudá-la a superar esse momento difícil.

DIA PERFEITO

“Os momentos na companhia do meu filho e do meu marido são essenciais. Sabe quando a gente desfruta daquele amorzinho gostoso... são os melhores momentos! Dentro de casa ou em algum lugar em que Marcelo se divirta muito, é perfeito. Felicidade de mãe é ver filho feliz, né? Eu posso estar o bagaço, acabada, mas eu amo estar com ele. Neste fim de semana, por exemplo, fui fazer um show em Joinville (SC). Foram quatro horas de voo, cheguei em casa às 7h30, quando ele estava acordando. Aí falei: “Vamos para a praia!”. Cansada, mas feliz! É a praia, a brincadeira, o carinho. Hoje, meus prazeres estão ligados a esses momentos. E claro que meu trabalho me faz feliz. É onde eu me divirto.”

  MÃE PRESENTE

“Eu acho importante explicar as coisas para o Marcelo. Engraçado, uma pessoa, um dia, falou para ele: ‘Olhe, não faça isso que a mamãe briga’. Eu estava na sala e ele foi lá, atrás de mim, e perguntou: ‘Mamãe? Mamãe biga?, Eu disse a ele: ‘A mamãe briga?’. E ele: ‘Não. A mamãe conveisa’. E é assim. A gente não briga. A gente conversa. Ele compreende as coisas. Se eu saio de casa, falo que mamãe vai trabalhar. Falo se vou voltar logo ou se vou ter que dormir fora e chegar no outro dia. Não minto nem engano. Lá em casa, tem uma parede dele, por exemplo. Aquela pode riscar. Então, quando a gente vai riscar parede, risca parede, risca Marcelo, risca mamãe, risca blusa. Risca tudo. Mas é só aquela. Ele não risca a parede da sala, por exemplo. Só a dele, que é grande e todo dia vou lá e passo uma esponjinha com sabão. Às vezes, limpamos juntos e vira uma brincadeira. Sou muito presente na vida de meu filho. Uma criança precisa dos ‘nãos’ na hora certa.”
 
CIÚME

“Quando Marcelo nasceu, rolou ciumão, ciumaço (de Daniel)! Mas agora eu compreendo. Ando com ciúme deles dois, pois eles estão muito no negócio! Ele com o filho e o filho com ele. Papai, papai. Filho, filho... E, às vezes, eu fico lá no escanteio (risos). Mas é normal, sabe? O pai abrindo mão um pouco de ficar comigo para ficar com ele. Mas é um ciúme muito bem-vindo! É hormonal. É um amor tão grande! A mulher, quando tem um filho, vira bicho, mesmo. Eu falo, virei bicho. Você se torna capaz de coisas que nunca pensou para proteger seu filho. Eu ligava para o meu terapeuta falando isso e ele me acalmava: ‘É normal, calma’. Ter filho é a melhor coisa da vida.”

MOMENTO DIFÍCIL

“O padre Marcelo me ajudou muito quando eu perdi o primeiro filho. Eu fiquei muito sofrida. Dói demais. De alguma maneira, aquilo já está impregnado em todo o seu caminho. Imagina, para engravidar tudo é uma história: desde a escolha do seu parceiro, de quem você ama, até a gravidez... Eu estava tão feliz e não teve jeito! Fiquei muito tristinha. Mas eu tenho muita fé em Deus e conversei com ele: ‘Meu Deus, se o Senhor deliberou assim, que seja assim’. Mas eu sou uma pessoa, não uma máquina. E fiquei muito magoadinha. Aí, encontrei o padre Marcelo e Xuxa, uma amiga muito querida. Ele conversou comigo e foi muito importante na minha retomada de alegria, para me preparar para a segunda gravidez. Ele queria ter batizado o Marcelo, mas estava com um problema na perna. Como eu ia viajar para Portugal e sou muito religiosa, não queria viajar com ele pagãozinho, entendeu? Então, pedi licença ao padre Marcelo e o batizei. É um querido amigo, um homem porreta. Quem escolheu o nome foi o Daniel, pois ficou combinado assim. Se fosse menino, ele escolheria. Mas, talvez, se eu tivesse que escolher, escolheria esse nome também. ”

CASAMENTO

“A gente fez uma cerimônia só para a família. Pais, irmãos e os avós de Daniel. Não tinha primo, por exemplo, foi muito tranquilo. Daniel é muito quietinho, prefere assim. Agora, a gente vai fazer uma cerimônia de igreja. Aí, vai ser festa mesmo! Daniel não me escapa do casamento na igreja (risos)! Não é para ter vestidão de manguinha fofa, né? Mas quero uma festa linda. Ainda temos que ver data, essas coisas. Mas eu quero!”

BOA FORMA

“Hoje, estou no peso de quando engravidei. Que ainda não é meu peso, mas é um parâmetro muito bom. Estou com 71,5 (quilos), mas fico legal com uns 68. Na televisão, a gente triplica o tamanho. Então, tenho que estar com 68. Sempre fui magra. Vim a ficar gordinha depois que pari. Mas é normal. Recuperei em um tempo tranquilo. Para mulheres como eu, com meu porte físico e genética, é mais difícil emagrecer. Na minha família tenho dois irmãos com cirurgia bariátrica (de redução do estômago): Jesus e Cíntia. E todos os outros irmãos também lutam com a balança. Nem é só genético, nossa família gosta de comer também. Mas não me preocupei, tive que ter um tempo para não ficar louca: tem que ter leite para dar pro menino, tem que ter força para brincar.”

DIETA

“Hoje, entrei num clima de alimentação muito consciente. Ainda mais que meu marido é nutricionista. Emagreci na hora em que disse que estava pronta para isso. E sem sofrimento. Daniel é completamente alheio a essas dietas milagrosas. Ele acredita numa alimentação equilibrada, diária, e numas fugidinhas de ritmo de vez em quando. Ele me fala: ‘Coma, mas não coma aquele pedaaaaaço que você gosta de comer. Coma um pedacinho para sentir o gosto’. Isso tem funcionado muito comigo. Uma coisa que tirei da minha dieta foi farinha. Tudo que tem farinha e glúten, como pão, massas. Mas não como só proteínas. Como carboidrato em raízes, frutas e legumes. Procuro me alimentar com carnes magras, fritura eu tirei do cardápio há muito tempo. Gosto muito de doce, mas Daniel dá preferência aos doces de fruta. Não como brigadeiro, mas como uma goiabada.”

VAIDADE

“Eu não sou do tipo vaidade-perua. Se meus exames de sangue estiverem ok, se estiver com bom condicionamento, está tudo certo. Agora, se você me elogia cantando, aí, eu fico toda vaidosa! Quando sai no jornal que eu cantei bem, eu fico me achando! Eu sou cantora. É o que me conecta às pessoas. No DVD (gravado no Madison Square Garden, em Nova York, em setembro de 2010), por exemplo, eu trabalhei em cima dele até o dia de gravar. No outro dia, eu estava no Central Park passeando. Estava com meu dever cumprido. Eu vou receber meu DVD como meu público o receberá. Não vou ficar indo para estúdio refazer vocal. Meu papel é entrar e cantar direito. O que eu sei fazer? Sou cantora e tenho que estar dançando, saber a letra, o arranjo e estar afinada. O show não é ao vivo? Faça ao vivo! Se não pode fazer ao vivo, faça no estúdio. Entenda suas limitações. Eu não posso tirar esse prazer de mim. Adoro quando aquela minha veia (do pescoço) aparece! Não vou ficar enxugando o suor. Show é isso!”

TURNÊ
 

“Em agosto vou para São Paulo e, em novembro, para o Rio, com o show do Madison. O show é lindo. As pessoas ficam maravilhadas. De todos os shows que fiz até hoje, esse é o mais pesado, do ponto de vista de exigência física, estrutura. É o maior show que já fiz.”

APOSENTADORIA

“Não penso nisso. Com o temperamento que tenho, acho pouco provável que eu pare um dia. E cuido da minha saúde física e mental para gozar disso por muito anos.”

 
 
Fonte: Revista QUEM ( Área para assinantes )

 
publicado por Fã Club Ivete Sangalo em CABO VERDE às 00:16 | link do post | comentar